Uma Viagem ao Mundo

 Uma Viagem ao Mundo


No coração da Amazônia, havia um formigueiro cuja rainha, que se chamava Paula, tinha um grande sonho: conhecer o mundo.



— Majestade! Como vamos realizar esse sonho? Somos formigas. Não temos meios de locomoção para percorrer grandes distâncias como os humanos — questionou o capitão.




Todavia, a rainha em sua sabedoria respondeu: 

— É por isso que ordenei a construção de um barco, para que assim possamos navegar pelos mares e oceanos como os humanos. 




Assim, a rainha terminou de construir o barco após alguns dias de trabalho. 

— Todos a bordo! Todos a bordo! — dizia o capitão em voz alta. — O barco está pronto para explorar o mundo. 




Partindo da Amazônia rumo ao mar, o barco avançou pelas águas salgadas, zarpando em viagem com sua pequena, porém corajosa tripulação.




Durante vários dias, as formigas navegaram pelo mar, balançando de um lado para o outro entre as ondas gigantes e os ventos fortes da tempestade. 




Foram sete dias inteiros de viagem até que, de repente, uma formiga gritou animada: — Olhem! Lá no horizonte! Eu vejo uma grande estátua!




Aquela era a estátua da liberdade. As formigas haviam chegado nos Estados Unidos. Elas desembarcaram do barco para ver de perto aquele monumento. Por três dias elas permaneceram naquele país. 




Então, as formigas voltaram a navegar pelo oceano. Durante alguns dias, elas ficaram em alto-mar, até que, por fim, a rainha avistou uma grande torre de ferro próxima do rio — era a Torre Eiffel! Elas haviam chegado na França. 




Por três dias, as formigas ficaram naquele país, mas logo em seguida partiram rumo ao mar, onde navegaram por mais alguns dias, até que finalmente chegaram a uma terra cheia de pirâmides.

— Olhem, as pirâmides! Estamos no Egito! — disse a rainha, erguendo o braço.




Ao desembarcarem naquela região, para a grande surpresa de todos, uma das pirâmides era, na verdade, um formigueiro — o formigueiro das formigas egípcias, que convidaram as formigas da Amazônia para ficarem por alguns dias naquela pirâmide.

— É um prazer enorme recebê-los em nosso formigueiro. Sintam-se em casa! — disse Bastate, a rainha das formigas egípcias. 



Por três dias, as formigas permaneceram na pirâmide de Bastate, mas logo depois retornaram a navegar pelos mares, rumo a lugares desconhecidos. Elas passaram pela Arábia, pela Índia e deram a volta na Austrália, até que, por fim, chegaram à China.



.

Na China, as formigas da Amazônia foram recebidas no castelo das formigas chinesas, que alegremente lhes ofereceram comida no almoço.

— Comam bastante! Sintam-se em casa! — disse a rainha Mei, das formigas chinesas.



Após a refeição, as formigas permaneceram por três dias com as formigas chinesas. Quando chegou no terceiro dia, elas se despediram, e o barco retornou ao mar, para uma longa viagem de volta à Amazônia. 




Por longos dias, o barco navegou pelo oceano, cruzando mares, praias e ondas enormes que pareciam montanhas. Nas águas do mar, as formigas tiveram encontros com peixes gigantes, barcos e navios. Foi uma grande viagem, mas, por fim, elas chegaram à floresta Amazônica.




No rio Amazonas, as formigas desembarcaram em plena floresta, seguindo felizes rumo ao castelo, pois o grande sonho da rainha havia se realizado. 




A rainha conseguiu conhecer o mundo em uma longa viagem de barco, e todos ficaram muito alegres porque aprenderam que sonhar é o primeiro passo para transformar o impossível em realidade. 




Obra registrada na Biblioteca Nacional 


Comentários

  1. Hilário haijin... Fiquei com das formigas . Como é maravilhoso viver uma aventura assim ... Lembrei então que tenho algo sobre formiga no experimental do meu RL

    ResponderExcluir

Postar um comentário